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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Lançamento da VII edição do IRBEM - Rede Nossa São Paulo


A Rede Nossa São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) preparam o lançamento da 7ª edição da pesquisa IRBEM - Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município.

O evento será no próximo dia 19 de janeiro, das 9h30 às 12h30, no Teatro Raul Cortez.
Realizada pelo Ibope Inteligência, a pesquisa IRBEM revela a percepção dos paulistanos sobre a qualidade de vida e o bem-estar na capital paulista.

Lançado anualmente às vésperas do aniversário de São Paulo, o levantamento aborda temas que envolvem tanto aspectos subjetivos, como sexualidade, espiritualidade, consumo e lazer, quanto os que tratam das condições objetivas de vida nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, habitação e trabalho.

A pesquisa de percepção apresentará ainda, pelo nono ano consecutivo, a avaliação dos moradores da cidade sobre as instituições (Prefeitura, Câmara Municipal, Polícia Militar, Tribunal de Contas, Poder Judiciário etc.) e os serviços públicos.

A atividade contará com a participação de lideranças sociais e representantes do poder público. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi convidado para participar do evento, que é gratuito e aberto ao público.

Os principais pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo também foram convidados para o lançamento da pesquisa.

Serviço:
Lançamento da 7ª edição da pesquisa IRBEM
Data: dia 19 de janeiro, terça-feira
Horário: 9h30 às 12h30
Local: Teatro Raul Cortez - na FecomercioSP
Endereço: Rua Doutor Plínio Barreto, 285 - Bela Vista

Importante: Vagas limitadas à lotação do teatro.

Inscreva-se no link http://www.fecomercio.com.br/EventosInscricao/Get/14736

Fonte: Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo - http://www.nossasaopaulo.org.br/

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

I Congreso Internacional sobre Ciudades inteligentes, Innovación y sostenibilidad - CIIS 16 em Córdoba-AR


Trata-se do I Congresso Internacional sobre Cidades inteligentes, Inovação e Sustentabilidade organizado pelo Centro de Investigaciones sobre Cultura y Sociedad, CIECS (CONICET y UNC), Comité de Energía Córdoba (CEC) e Secretaría de Ciencia y Tecnología da Universidad Nacional de Córdoba (UNC), a ser realizado na Cidade de Córdoba, nos dia 30 e 31 de maio e 1º de junho de 2016.
O encontro tem como objetivo destacar os desafios e oportunidades apresentados por cidades sustentáveis​​ que, combinado com a inovação e qualidade de vida de seus habitantes são a base de uma cidade inteligente.
A proposta é de debate e apresentação de propostas inovadoras e/ou tecnológicas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida nas cidades
A estrutura do congresso compreende sessões de apresentações de trabalhos, painéis, conferências, apresentações de livros, exposição de experiências de inovação e cursos.

Os trabalhos são convocados para as seguintes sessões:

1 - GESTION PUBLICA: GOBERNANZA Y RENDICION DE CUENTAS
     Coords. Corina Echavarría (CONICET) Luciano Fedozzi, UFRGS y Silvana Fernández (IIFAP-UNC)
2- PARTICIPACION Y COMPROMISO CIUDADANO
    Coord. Silvia Brussino (CONICET y UNC)
3- AMBIENTE URBANO Y TICs
    Coords. Santiago Reyna (UNC) y Luis Santos (DINAMA, Uruguay)
4- MOVILIDAD EFICIENTE, SUSTENTABLE E INTELIGENTE
    Coords. Silvana López (IIFAP-UNC)
5- PROTECCION SOCIAL Y EQUIDAD EN SALUD
    Coord. Alejandro Giusti (CIECS) y Doris Cardona (Universidad de Medellín, Colombia)
6- POLITICAS DE SEGURIDAD CIUDADANA EN LAS CIUDADES INTELIGENTES: INTERACCIONES Y EFECTOS
    Coord. Paul Hathazy (CONICET y UNC)
7- EQUIDAD EN EDUCACION
   Coords. María Alvarez (UNVM) y Tirza Aidar (Universidad de Campinas)
8- TICs Y PRACTICAS SOCIOCULTURALES
   Coord.: Vanina Papalini (CIECS-CONICET y UNC)
9- TECNOLOGIA E INNOVACION
   Coord: Eduardo Salonia – TIC Argentina
10- SEGURIDAD Y ATENCION DE EMERGENCIAS. AVISOS TEMPRANOS
   Coord. Giorgio Caranti (CONAE)
11- PLANIFICACION URBANA Y EDIFICIOS INTELIGENTES
   Coord. Arq. José Luis Pilatti -GASUS (UNC)
12- GOBIERNO Y ECONOMÍA PUBLICA Y PRIVADA: GENERACION INTELIGENTE DEL EMPLEO
    Coord. Jorge Paz (CONICET) y Cedric Lomba (CNRS)
13- SIG RECURSO ESTRATEGICO PARA LA TOMA DE DECISIONES SUSTENTABLES
   Coord. Ernesto Guillermo Abril (UNC - CONICET)
14- EFICIENCIA ENERGÉTICA. Una componente indispensable en la ecuación Energética nacional
   Coord. Salvador Gil, UNSAM y Gabriel Gómez (UNC)
15- SMART GRIDS. LAS REDES DE ENERGIA ELÉCTRICA DEL FUTURO CERCANO
   Coords. Juan Carlos Gómez Targarona (UNRC) y Miguel Piumetto (UNC)

DATAS LIMITES (prorrogado):

15 de fevereiro de 2016 - resumos
14 de março de 2016 - trabalhos completos
11 de abril de 2016 - notificação sobre aceitação dos trabalhos
29 de abril de 2016: recepção da versão final dos trabalhos.

Custos de inscrição:

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Grupo de Pesquisa Politeia tem defesa de Dissertação de Mestrado


No dia 29 de outubro de 2015, Camila Pagani, do Mestrado Acadêmico em Administração da ESAG e membro do Grupo de Pesquisa Politeia, defendeu sua dissertação que tem como título "Articulação de saberes e produção de conhecimento na cidade: o papel da universidade na Rede Nossa São Paulo e na Red Ciudadana Nuestra Córdoba".

A dissertação visou analisar as características da relação entre universidades e iniciativas da Rede Latino-americana por Cidades e Territórios Justos, Democráticos e Sustentáveis, especificamente nas cidades de Córdoba e São Paulo, buscando compreender como a articulação de saberes pode contribuir para as linhas de ação destas iniciativas e para a produção de conhecimento na cidade.

O trabalho buscou contribuir para o projeto de pesquisa "Governança Democrática em Cidades Latinoamericanas: Estudo Comparado de Experiências de Accountability Social e sua Incidência em Cidades Argentinas, Brasileiras, Colombianas e Uruguaias”, desenvolvido pelo Grupo Politeia, com o objetivo de articular representantes das universidades dos quatro países envolvidos em discussões e trocas de experiências sobre as iniciativas em suas localidades.

A Rede Latino-americana por Cidades e Territórios Justos, Democráticos e Sustentáveis (http://redciudades.net/) conta com 70 iniciativas de 10 países do continente e engloba organizações e pessoas dos mais variados setores da sociedade civil. A Rede Nossa São Paulo (http://www.nossasaopaulo.org.br/) e a Red Ciudadana Nuestra Córdoba (http://www.nuestracordoba.org.ar/) são duas destas iniciativas. A participação das universidades nestas iniciativas se deu de diferentes maneiras ao longo do tempo, tornando-se mais ou menos ativas a depender da composição e objetivos mais específicos de cada iniciativa.

Participaram da banca, além da orientadora prof. Dra. Paula Chies Schommer, os professores Dr. Valério Alécio Turnes da UDESC, Dr. Mário Aquino Alves da FGV-EAESP de São Paulo e Dra. Pamela Del Valle Cáceres da Universidad Católica de Cordoba - UCC.


Após as defesas, todos os trabalhos são publicados – de forma completa ou parcial, conforme autorização do autor – em até 60 dias no Banco de Dissertações, na página da pós-graduação stricto sensu da Udesc Esag.

Notícia na página da ESAG/UDESC: http://www.esag.udesc.br/?idNoticia=14296 

Contato: pagani.camila@gmail.com

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

"Más que de participación hemos de hablar de coproducción política de la ciudadanía" - Joan Subirats

Ótimas reflexões do Professor Joan Subirats:

Fonte: Natalia González de Uriarte - eldiario.es
http://www.eldiario.es/norte/euskadi/gran-problema-Espana-educacion-cero_0_446905621.html



"Más que de participación hemos de hablar de coproducción política de la ciudadanía"

El catedrático de Ciencia Política Joan Subirats reclama a las instituciones, "construidas y pensadas para otra época", que se adapten a la nueva realidad social para poder dar soluciones a la ciudadanía actual.
"Debemos formar personas autónomas pero no inmunes, han de sentir corresponsabilidad y solidaridad"
"El gran problema no es la enseñanza, que también, es la educación, la que va de los cero a los 100 años. Arrastramos un déficit en formación de adultos"
Joan Subirats / FOTO: Enric Català
Joan Subirats / FOTO: Enric Català
El catedrático de Ciencia Política Joan Subirats es responsable del doctorado en Políticas Públicas del Instituto Universitario de Gobierno y Políticas Públicas de la Universidad Autónoma de Barcelona. Es especialista en temas de gobernanza, gestión pública y análisis de políticas públicas. Participa además en diversas iniciativas y propuestas de activismo destinadas a democratizar la política y la sociedad. Este investigador considera que "más que de participación hemos de hablar de coproducción política de la ciudadanía". Recomienda  incorporar a la gente en esa tarea de búsqueda de soluciones que "compete" a las Administraciones, a cada una en su ámbito, pero que "incumbe" a todas ellas y al resto de los agentes implicados, como los propios ciudadanos. "Deben participar en la solución del problema”.  Así lo ha expuesto en su ponencia titulada “Competencias e incumbencias”,  elegida como 'telonera' de la presentación de un programa piloto que experimentan en Vitoria, en el barrio de El Pilar, con el propósito de compensar las desigualdades entre la población infantil y adolescente. La iniciativa está en pleno desarrollo aunque sus coordinadores ya concluyen que para abordar este y otros asuntos, es vital trabajar de forma coordinada entre las administraciones y todos los agentes implicados y hacerlo además de forma preventiva.
Joan Subirats ha ahondado en su exposición en ambas reflexiones y para ello parte de un diagnóstico: la sociedad actual adolece de problemas que las estructuras administrativas actuales, construidas y pensadas para otra época, no son capaces de solucionar. La rigidez institucional, la burocracia, los departamentos estancos... son el Talón de Aquiles de las instituciones y obstáculos para el ciudadano que acude a ellas en busca de la rápida solución que requiere su situación. “Lo que no vale es esa palabra fantástica tan habitual en la Administración: derivar. Esto no es competencia mía así que te voy a derivar, o sea, le voy a pasar el marrón a otro. No. Se impone trabajar en red”, insiste Subirats.
Se han de admitir y asumir las interdependencias entre servicios y competencias. Para este investigador esta metodología implica tres cosas. Primero, aceptar la interdependencia. “Solos no podemos y eso no significa desprofesionalización sino que implica compartir mis capacidades profesionales con otros y salir de la zona de confort. Incluso te enriqueces profesionalmente”. En segundo lugar, Subirats advierte que estas prácticas han venido para quedarse, deben integrarse en cada proceso para no volver a abandonarlas nunca. “No es coyuntural, es estructural. Vamos a tener que seguir trabajando en red”. Y por último, según el investigador, trabajar desde estos procedimientos conlleva aceptar que no hay jerarquías.

Atender la especificidad personal

Subirats hace hincapié en la necesidad de mejorar la calidad y la capacidad de personalización de los servicios públicos. “Se debe pensar el programa desde el problema no desde las competencias. Y se debe dar más confianza a las personas que están a nivel de contacto con los problemas. El Tercer Sector sí es capaz de atender la especificidad personal”. Subirats aconseja además incorporar a la gente en esa tarea de búsqueda de soluciones. “¿Hemos de seguir hablando de participación o de coproducción política de la ciudadanía? Deben participar en la solución del problema”, ha insistido.
Para este catedrático la ciudadanía sería la relación más o menos armónica entre autonomía personal, igualdad y diversidad. Pero añade a la combinación ciertas cualidades. “Hablo de personas autónomas, empoderadas pero no inmunes a los demás, autónomas con vínculos. Trabajar sobre la base de que la autonomía personal es un valor importante pero ha de ir acompañada de construcción de lazos, deben sentir corresponsabilidad y solidaridad. La igualdad es un valor también importante pero no reducida a la igualdad de oportunidades. Hablemos de igualdad de posibilidades porque las capacidades y las posibilidades no son iguales para todos. Puede haber gente que aprovecha más los recursos que otros porque tiene más capacidad cognitiva. Y la diversidad se trata no de tolerar sino de reconocer que las personas tienen sus propias características diferenciales”.
Y dotarse de estos individuos empoderados requiere educación. “Es un elemento central. Desde ella se explica el acceso al trabajo, la mejor salud, la capacidad de adaptación, la participación política. Hay una correlación perfecta entre niveles educativos y participación”.

Más ventanas y menos oscuridad para los centros educativos

Las razones por la cuales los niveles educativos funcionan bien o mal tienen muchas variables distintas. Y en ese punto de la reflexión, Subirtas hace un alto para incidir en la diferencia entre la educación y la enseñanza. “Cuidado con confundir educación con enseñanza, la educación va de los cero a los 100 años y el gran problema que tenemos en España es la educación. Aquí tenemos entre un 55 y 55% que tiene una educación secundaria postobligatoria- los que han cursado más de la ESO- y en Finlandia es el 87%.”. Esta diferencia en más de 40 puntos explica muchas cosas para Subirats. “Cuando ves el informe PISA te das cuenta que entre los chavales que se encuentran al volver a casa con personas adultas formadas, su diferencial de éxito sube 15 puntos de golpe. El problema grave que tenemos en muchos casos es la no formación de adultos, los déficits que arrastramos en formación de adultos que no vienen de ahora sino de hace muchos años”.
Si las dificultades educativas están en el entorno, es muy importante reforzar ese entorno con actividades de ocio educativo, extraescolares que permitan compensar esas carencias. ¿Y eso lo puede hacer solo la escuela? “No”, señala Subirats. De nuevo es necesario trabajar en red entre todos los agentes implicados, institucionales, sociales y ciudadanos.
Para este investigador el gran reto es cómo educar, cómo incorporar elementos distintos de educación "que nos obligan inevitablemente a salir de nuestra zona de confort desde la escuela. En los colegios cada día que pasa hay menos ventanas para adaptarse a lo de fuera y más oscuridad. La alternativa pasa por llenar la clases de acontecimientos en los cuales es el profesor no resulte redundante; convertir las clases en acontecimientos irrepetibles pero la estructura no nos los permite, lo dificulta. Los jesuitas en Barcelona han revolucionado el tema. Juntan las aulas, han derribado las paredes, e imparten la clase tres o cuatro profesores juntos. Trabajan por grupos, repiten la estructura educativa que mejor se adapta a nuestra realidad que sería la escuela infantil, basada en trabajos por proyectos y trabajos por rincones pero cuando vas subiendo en la escala educativa, de infantil hacia delante, es cada vez peor", relata este experto para concluir con una reclamación: que las estructuras educativas faciliten el aprendizaje.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Fortalecendo iniciativas de fomento à Agricultura Urbana: a construção de uma rede como forma de alcançar os seus múltiplos benefícios

* Texto elaborado por Denise Regina Struecker, Gabriel Felício Moresco, Kiara Maria Urnau e Marcelo Brognoli da Costa





A partir de dados epidemiológicos da população de Florianópolis que demonstravam o alto índice de doenças ligadas à má qualidade da alimentação, a Secretaria Municipal de Saúde do Município verificou a necessidade de atuar em prol da alimentação saudável, em especial no acesso da população de baixa renda a produtos não processados.

Uma das causas identificadas do problema foi a falta de incentivo à agricultura urbana, o que levou à idealização de uma rede voltada para o tema. Considera-se agricultura urbana aquela praticada no interior ou na periferia de uma localidade, onde se cultiva, cria, produz, processa e distribui produtos alimentares e não alimentares, utilizando recursos humanos, materiais, produtos e serviços encontrados dentro e em torno da área urbana (MOUGEOT, 2005).

A primeira reunião voltada para a criação da rede realizou-se no mês de fevereiro de 2015, sendo que no decorrer do ano novos encontros ocorreram e foram identificados atores da sociedade civil que já atuavam na área para engajarem-se na coprodução.  Um dos principais parceiros, a CEPAGRO, por exemplo, presta assessoria a onze grupos que praticam agricultura urbana no município e região.

Em reunião especificamente voltada para definição da missão e visão da rede, realizada no dia 05 de agosto de 2015, foi acordado que sua missão consiste em “semear a agroecologia para colher uma cidade sustentável”. No decorrer do ano outras reuniões se sucederam, voltadas à definição da visão, dos princípios norteadores da rede e do código de conduta dos atores que integrarão a Rede de Agricultura Urbana de Florianópolis, trabalhos ainda não finalizados. O lançamento oficial da rede está programado pra ocorrer no mês de novembro de 2015, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.



Os benefícios da agricultura urbana vão muito além do aspecto da qualidade na alimentação. A leitura de artigos e as práticas relatadas demonstram que os impactos também são sentidos na economia doméstica, no estímulo aos vínculos sociais, na educação ambiental, na melhoria da qualidade de vida, no aumento da autoestima, na redução de problemas psíquicos, na redução e tratamento de resíduos e na revitalização de áreas abandonadas.




Na construção da rede está se identificando diversas iniciativas no Município de Florianópolis já em curso e afeitos à sua missão, muitas com sucesso, idealizadas e promovidas por cidadãos e organizações da sociedade civil atuantes na área. Citam-se, como exemplos, os projetos Revolução dos Baldinhos e Frutificar. Assim, tendo em vista que os atuais e potenciais parceiros não governamentais da rede já estão envolvidos no desenvolvimento de atividades afins à agricultura urbana, o principal papel da rede passa a ser a articulação dos atores e a união de esforços - a coprodução.

Trata-se, portanto, de uma rede de ação, que tem por objetivo o fomento à agricultura urbana, como forma de alcançar os seus múltiplos benefícios. Apesar de estar voltada a toda sociedade, a rede elegeu como recorte prioritário a população mais vulnerável, sendo que o projeto inicial está sendo desenvolvido junto à comunidade do Monte Cristo.

A Rede Floripa de Agricultura Urbana vem sendo construída pelos parceiros, norteados pela congruência de objetivos. Não há dependência de recursos públicos, o que de certa forma fortalece as diretrizes escolhidas pela Rede. A tomada de decisões é feita de forma consensual, com a liderança sendo compartilhada entre os membros, de acordo com as atividades que estão sendo desenvolvidas. Outra característica destacada é a presença de atores fortemente identificados com a causa, que colocam sua experiência à disposição da Rede e ajudam a construir soluções coletivas.


Referências:
MOUGEOT, LUC J. A. Agricultura Urbana - conceito e definição. Revista de Agricultura Urbana nº 1 - Conceito e definições, 2005. Disponível em: http://www.ruaf.org/sites/default/files/AU1conceito.pdf. Acesso: 30 de outubro de 2015.

  
Para saber mais sobre os exemplos, consulte:

Hortas Comunitárias em Maringá: https://www.youtube.com/watch?v=5Gels5f53mc e https://www.youtube.com/watch?v=ZZsjpEkmjJE

Projeto Revolução dos Baldinhos (Monte Cristo): https://www.youtube.com/watch?v=XYhg_PG39j4&list=PLvlGiMRzkp5fg5Sv8Og5y7RlFWal3gNEO&index=12

Cepagro: https://cepagroagroecologia.wordpress.com/agricultura-urbana/revolucao-dos-baldinhos/

Projeto Frutificar (Florianópolis): http://redeglobo.globo.com/como-sera/videos/t/edicoes/v/expedicoes-urbanas-renato-cunha-conhece-o-projeto-frutificar/4345186/ ou http://glo.bo/1CWAF0E


* Texto elaborado por:
Denise Regina Struecker: Bacharel em Direito, Especialista em Auditoria Governamental e mestranda em Administração na Udesc/Esag. Atualmente é auditora fiscal de controle externo do TCE/SC.
Gabriel Felício Moresco: Bacharel em Administração e mestrando em Administração na Udesc/Esag.
Kiara Maria Urnau: Bacharel em Administração, Pós-Graduada em MBA em Gestão de Pessoas e mestranda em Administração na Udesc/Esag no caráter de aluna especial.
Marcelo Brognoli da Costa: Bacharel em Direito, Especialista em Direito e mestrando em Administração na Udesc/Esag. Atualmente é auditor fiscal de controle externo do TCE/SC.


** Este texto foi desenvolvido no âmbito da disciplina Governança e Redes de Coprodução do Bem Público, ministrada pela Profa. Paula Chies Schommer, no Mestrado Profissional em Administração da Udesc/Esag.


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O enfrentamento da violência por articulação em rede: a Rede de Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência (RAIVS)

* Por Fernanda Sanchez, Larissa Pruner Marques e Tamilly Virissimo

         A atenção às pessoas em situação de violência é um dos graves problemas de saúde pública e exige um trabalho em rede baseado na cooperação entre as organizações. Por meio da articulação política, as redes negociam e partilham recursos, conforme interesses e necessidades. Neste contexto, a complexidade da atenção às pessoas em situação de violência exige ações em rede intra e intersetoriais, com atuação integrada dos serviços voltados para a promoção da cidadania e da equidade.
A Rede de Apoio Integral às Pessoas em Situação de Violência (RAIVS) surgiu como uma política de execução da Norma Técnica de Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes, instituída pelo Ministério da Saúde (1999). A Norma foi criada a partir do reconhecimento do tema como problema de saúde pública.
Atualmente, na área da saúde, as redes tem ganho força na área das políticas públicas como arranjos organizacionais em um contexto da política de regionalização regulamentada pelo Decreto 7.508, de 2011. Este define rede de atenção como um conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde.
A RAIVS foi criada em 2000 no município de Florianópolis/SC e conta com organizações pertencentes a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa do Cidadão (6a Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente, Instituto Geral de Perícias e Centro de Atendimento às Vítimas de Crime), a Secretaria de Estado da Saúde (Maternidade Carmela Dutra, Hospital Infantil Joana de Gusmão, Hospital Nereu Ramos, Programa Saúde da Mulher, Gerência de DST/AIDS e Gerência de Imunização), Prefeitura Municipal de Saúde, como a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) (Coordenação de Promoção da Saúde – Vigilância em Saúde, Capital Criança, Programa Saúde da Mulher, Gerência dos Centros de Atenção Psicossocial, Programa Municipal de DST/AIDS), a Secretaria Municipal de Assistência Social (Centro de Referência Especial de Assistência Social, Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos), Conselhos Tutelares (Insular, Continente e Norte da Ilha) e a Universidade Federal de Santa Catarina (Departamento de Ensino e Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago). Todos os membros são pertencentes a orgãos públicos, ausente de representantes da sociedade civil.   
A partir de sua caracterização como rede temática e de atenção, a RAIVS tem o foco de atuação voltado para a assistência às pessoas em situação de violência, com base no Protocolo de Atenção às Vítimas de Violência Sexual de Florianópolis (atualmente em processo de revisão e atualização). Nesse documento estão descritas as competências de cada insitituição, direcionadas à assistência.
A RAIVS existe há 15 anos e ao longo desse tempo passou por alguns momentos menos ativos frente à temática. Uma das fortes influências nessa situação foi a aposentadoria e troca de profissionais nos cargos de chefia. Esse é um processo desafiador, inerente às instituições públicas, o que torna imprescendível a adoção de estratégias que minimizem o impacto sobre a rede.
 Na governança da rede há uma organização líder, que é a Secretaria Municipal de Saúde. Em trabalho sobre colaboração, redes e coprodução, os pesquisadores Poocharoen e Ting (2013), de Singapura, apontam que é frequente, em redes desse tipo, que haja uma organização principal ou uma organização líder que se encarrega da governança e coordenação. Nesse contexto, essa toma à frente, predominantemente na resolução das rotinas administrativas, caracterizada como a Secretaria Executiva.
Por meio da observação direta de duas reuniões e entrevista com a responsável pela Coordenação de Promoção da Saúde da Vigilância em Saúde da SMS de Florianópolis/SC, eleita para a secretaria executiva, buscamos conhecer a rede e identificar como ocorre a governança na RAIVS. Para tal, utilizamos um mapa conceitual elaborado em sala a partir da leitura de alguns autores, que possibilitou a formulação de cinco categorias de análise da rede: contexto; propósito, identidade e serviço; estrutura; processos e conhecimento e; accountability.
Por se tratar de grupos vulneráveis e envolver profissionais que estão em contato direto com a assistência à saúde das pessoas em situação de violência, a RAIVS conta com membros sensibilizados pela temática da violência, que se mostram engajados no funcionamento articulado dos serviços que envolvem a assistência. Além disso, o espaço das reuniões também é usado como estratégia de apoio, aos profissionais, para o enfrentamento das situações de cuidado com essas pessoas, ao compartilhar dúvidas e angústias. Outras potencialidades da Rede incluem a relação de confiança entre vários membros, a existência de um protocolo de atendimento junto a um termo de adesão assinado pelas autoridades, além de contar com organizações que já tem um bom tempo de existência como serviço de saúde.
Alguns aspectos que podem ser trabalhados pela Rede a fim de aprimorar seus processos centram-se na sistematização dos processos internos e de planejamento, ampliação dos canais de comunicação entre os membros e a gestão do conhecimento. A consolidação da identidade da Rede é um passo crucial, que pode ser iniciado pelo estabelecimento da missão, visão e valores da RAIVS. O fortalecimento da identidade, que se liga ao seu escopo de atuação, é um ponto imprescindível para a ampliação das parcerias, no que diz respeito à participação da sociedade civil e de organizações privadas, que é um objetivo almejado por integrantes da Rede. 

Referência: POOCHAROEN, O.; TING, B. Collaboration, Co-Production, Networks: Convergence of theories. Public Management Review, v.17, n.4, p.587-614, 2013.

* Autoras:
Fernanda Sanchez – Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Administração, Universidade Federal de Santa Catarina
Larissa Pruner Marques – Doutotanda no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Universidade Federal de Santa Catarina
Tamilly Virissimo – Analista Judiciário no Serviço de Desenvolvimento de Pessoas – Núcleo de Gestão da Carreira, Tribunal Regional do Trabalho da 12a Região


** Texto elaborado no âmbito da disciplina “Governança e Redes de Coprodução”, do Mestrado Profissional da Udesc/Esag, no caráter de alunas especiais.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Oficina de Design Thinking: Observatório Floripa Cidadã, Rede Vida no Trânsito e Rede de Agricultura Urbana

Oficina na Udesc utiliza abordagem inovadora para desenvolver soluções para questões urbanas

Atividade promovida na Esag, pelo programa de extensão Observatório Floripa Cidadã, teve como base a abordagem do Design Thinking


Encontros ao longo da semana mobilizaram docentes e estudantes da Udesc Esag
e profissionais da área de gestão pública. Fotos: Gustavo Cabral Vaz/Ascom

Professores, estudantes de graduação e mestrado e profissionais ligados à gestão pública participaram esta semana de uma oficina no Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), promovida pelo programa de extensão Observatório Floripa Cidadã.

A atividade incluiu encontros diários entre segunda-feira, 17, e sexta-feira, 21, e teve como base a abordagem Design Thinking, utilizada para desenvolver de forma cooperativa soluções inovadoras para desafios complexos.

A oficina visou disseminar entre os participantes o aprendizado teórico e prático do Design Thinking, usando como base prática dois projetos relacionados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Florianópolis: o Rede Vida no Trânsito e a Rede de Agricultura Urbana.

Os encontros foram ministrados pela professora Maria Luisa Trindade Bestetti, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP).


 Oficina foi ministrada pela professora Maria Luisa Bestetti, da USP

Desenvolvimento de protótipos

A oficina contou com encontros expositivos, para apresentação da abordagem, e incluiu o desenvolvimento e a apresentação de protótipos pelos participantes, organizados em equipes, abordando propostas relacionadas a informação, participação e cidadania, para os dois projetos citados.

Além de unir diversos atores envolvidos na busca por soluções para os problemas em estudo, a oficina teve como objetivo maior auxiliar na formatação de um modelo organizacional a ser adotado pelo Observatório Floripa Cidadã.

Segundo o professor Valério Turnes, um dos coordenadores do programa, o treinamento em Design Thinking faz parte de um esforço em tornar o observatório um verdadeiro laboratório de fluxo contínuo, com a difusão de princípios colaborativos, para formar equipes produtivas e estimuladas.


Participantes apresentaram protótipos desenvolvidos com a abordagem. Foto: Paula Schommer

O observatório

Vinculado ao grupo de pesquisa Politeia, o programa de extensão Observatório Floripa Cidadã foi instituído no ano passado, motivado pelo envolvimento de docentes e discentes no Movimento Floripa Te Quero Bem e em atividades de duas redes de pesquisadores: a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e a Rede Latinoamericana por Cidades e Territórios Justos, Democráticos e Sustentáveis.

Entre as ações desenvolvidas e acompanhadas pelos professores e acadêmicos no processo de criação do observatório, estiveram a elaboração de um relatório sobre os desafios de Florianópolis, apresentado em 2012 aos candidatos a prefeito, a aprovação da Lei do Plano de Metas pela Câmara de Vereadores e a elaboração e execução do Plano de Metas da Prefeitura Municipal na atual gestão.

A oficina desta semana contou com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis e apoio do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro); e sua realização foi coordenada pela acadêmica de Administração Pública Luiza Stein da Silva, como parte de seu trabalho de conclusão de curso.


Leia mais:

29/08/2014 - Encontro sobre o Plano de Metas da Prefeitura de Florianópolis é realizado na Udesc

Assessoria de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Gustavo Cabral Vaz
E-mail: gustavo.vaz@udesc.br
Telefone: (48) 3321-8281   

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Puerto Rico: O palco da X Conferência Regional América Latina e Caribe da International Society for Third-Sector Research - ISTR



Entre os dias 05 e 07 de Agosto, as cidades de San Juan e Ponce receberam pesquisadores de diversas partes do mundo para debater os desafios, avanços, limites e potenciais do Terceiro Setor na América Latina. As anfitriãs do evento foram a Universidad del Sagrado Corazón, a Pontificia Universidad Católica de Puerto Rico e a Universidad de Puerto Rico.

Da UDESC/ESAG, participaram professores e mestrandos dos Grupos de Pesquisa Politeia - Accountability e Gestão, e do Núcleo de Inovações na Esfera Pública (NISP).

A Professora Paula Chies Schommer moderou o painel Accountability social: aprendizagens latino-americanas e debates globais, que contou com a participação de Anabel Cruz, do ICD/Uruguai e uma das organizadoras da Conferência, e da consultora internacional em accountability social, Florencia Guerzovich. O painel debateu conceitos e experiências emergentes no contexto latino-americano sobre o tema, tendo como base pesquisas em curso sobre observatórios sociais e iniciativas que integram a Rede Latino-Americana por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis. Também participou da Conferência o egresso do mestrado, Jeferson Dahmer, que participa das pesquisas do Politeia e está estudando o tema de accountability social. A professora Paula também participou do painel "Os impactos da pesquisa sobre o terceiro setor no mundo", juntamente com representantes de Irlanda, Suécia, Bélgica, África do Sul e Argentina.

Panel - Third Sector Research around the World.

O Professor Daniel Pinheiro apresentou o artigo "Dinâmica de Atuação em rede entre associações de moradores do município de Santo Amaro da Imperatriz, assinado também por Neide Lara de Souza Broering, egressa do curso de administração pública da Udesc/Esag. A Professora Emilana apresentou "Accountability Social e Coprodução do Controle: a experiência do Observatório Social de São José", trabalho também assinado por Elaine Cristina de Oliveira Menezes, Paula Chies Schommer, Jaime Klein e Ivan Luis Tonon.

Os mestrandos Camila Pagani e André Tiago da Silva apresentaram os trabalhos: "O papel das universidades nos movimentos sociais em prol de cidades e territórios justos, democráticos e sustentáveis na América Latina" e "O papel da universidade frente ao problema do envelhecimento na América Latina: a experiência de uma universidade no sul do Brasil".

A ex-aluna da escola, Kênia Vieira Schmitt, que está atualmente cursando mestrado na Australia, apresentou o artigo: "The Double-Sided Perspective of Discourses’ Impact on Social Inclusion", elaborado em coautoria com Maria Letícia Barbosa Xavier, também egressa do curso.

Nos dias anteriores à Conferência, a Professora Paula Chies Schommer participou, pela primeira vez, de reunião como membro do Board da ISTR, sociedade de pesquisa da qual participa desde 2000. Como representante da América Latina no debate internacional sobre o tema, Paula fez o fechamento da Conferência e estava bastante emocionada. Com uma mensagem positiva para o futuro do terceiro setor na América Latina, estimulou aos pesquisadores presentes a engajar-se em projetos articulados de pesquisa, qualificando-os e ampliando-os, para fazer frente aos desafios na Região. 

A lista completa dos trabalhos apresentados, por área temática estão disponíveis no site da Conferência. Acesse em: http://www.istrlac.org/puerto-rico-2015.html

Durante o evento os participantes também puderam apreciar jantares e coquetéis com a gastronomia local, além de acompanhar manifestações folclóricas locais e música caribenha.

Atividade Cultural - San Juan
Atividade Cultural - Ponce
San Juan e de uma maneira geral, Porto Rico, são bastante acolhedoras e lembram o Brasil em diversos aspectos. Porto Rico sendo estado associado aos Estados Unidos tem muito do "american way of life" e muito das contradições do contexto latino-americano. Tudo isso em meio a uma rica cultura e cenários de perder o folêgo.

A Conferência Internacional da ISTR ocorre no próximo ano em Estocolmo e já estão abertas as inscrições para a submissão dos abstracts. Mais informações em nosso Blog (http://goo.gl/mpPBhM) ou no site da ISTR: http://goo.gl/JKiXUE.

Encerramento na Pontifícia Universidade Católica de Porto Rico - Ponce
Foto: Camila Pagani

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Livro "Instituto Pe. Vilson Groh: Olhares sobre a atuação em rede" está disponível online

"Instituto Pe. Vilson Groh: Olhares sobre a atuação em rede" é o título do livro que reúne depoimentos de 17 pessoas envolvidas com organizações que integram a Rede Instituto Vilson Groh, abordando diferentes aspectos que desafiam e apontam caminhos para a governança de organizações da sociedade civil e a coprodução do bem público.

Lançado em 01 de Julho de 2015, pela Imaginar o Brasil Editora, está agora disponível online. Para acessá-lo, clique aqui.




O livro é um dos frutos da  pesquisa realizada por Luiz Fernando Nieuwenhoff  Schefer durante o mestrado em administração na Udesc/Esag, quando o autor dialogou com diversas pessoas que se ligam de alguma maneira ao cotidiano das ações realizadas pelas organizações que integram a Rede IVG - colaboradores, fundadores, diretores, voluntários, doadores, parceiros de governos, empresas, universidades e comunidades envolvidas no trabalho. A dissertação de mestrado foi defendida no final de 2014, na Udesc/Esag, sob orientação da Profa. Paula Chies Schommer. Para acessá-la, clique aqui.

A riqueza dos depoimentos durante as entrevistas e o desejo de que fossem compartilhados mais amplamente, permitindo novas reflexões e aprendizagem, motivou a organização do livro por Luiz Fernando N. Schefer, com a colaboração de Nadir Esperança Azibeiro, Kelly Aparecida dos Santos, Karla Marilda Martins, Natália Berns Abreu e Paula Chies Schommer.

O tema da governança em organizações da sociedade civil atuando em rede para a coprodução do bem público é atual e relevante no contexto contemporâneo brasileiro e internacional. É uma grande contribuição para as pesquisas e a gestão na área a sistematização de um trabalho reconhecido por sua consistência e coerência há mais de 30 anos e, ao mesmo tempo, inovador e atento às tendências de trabalho em rede, coprodução, accountability e novas formas de mobilização e gestão de recursos, como os fundos patrimoniais.

Como disse o Pe. Vilson Groh no dia 01 de Julho, "é um trabalho que exige rigor" em cada ação realizada, seja na área administrativa, financeira, nas relações com os parceiros, com as pessoas nas ruas, comunidades e organizações. "Não é qualquer abordagem, qualquer intervenção, é preciso rigor".

Parabéns e obrigada a todos os envolvidos na construção do livro e, principalmente, na realização diária do trabalho que este apresenta. Parabéns especialmente ao Luiz Fernando pelo rigoroso trabalho que realiza.

Mais informações sobre o livro: http://www.redeivg.org.br/lancamento-livro-instituto-pe-vilson-groh/
Para conhecer mais sobre o trabalho do IVG: http://www.redeivg.org.br/

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Nossa São Paulo lança IRBEM Criança e Adolescente

Desde 2010, a Rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope, realiza anualmente a pesquisa IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município). O IRBEM tem como objetivo formar um conjunto de indicadores para que sociedade civil, governos, empresas e instituições conheçam as condições e os modos de vida dos cidadãos, de modo que as ações públicas e privadas foquem principalmente no bem-estar das pessoas. A partir disso é possível montar o mapa da qualidade de vida de São Paulo. 

GT Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo trabalha para ampliar a importância dos temas da infância e adolescência na cidade e, neste sentido, desenvolveu uma versão do IRBEM específica para ouvir as crianças e os adolescentes, entre 10 e 17 anos, sobre qualidade de vida na cidade. O objetivo é dar visibilidade a essa parcela da população e, assim, incidir nas políticas públicas municipais.
O levantamento contempla diversos temas da cidade no olhar das crianças e adolescentes que aqui vivem: a imagem da cidade de São Paulo; a percepção e satisfação das crianças e adolescentes com cultura,  educação, esporte, lazer e modo de vida, transporte, segurança, saúde entre outras. A iniciativa tem o apoio e a parceria do Instituto Alana e do Instituto C&A.

O lançamento do IRBEM Criança e Adolescente será realizado no dia 23 de julho, das 9h30 às 12h30, no Teatro Anchieta, do SESC Consolação, sito à Rua Dr. Vila Nova, 245. Este evento ocorrerá no contexto do aniversário de 25 anos do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Embora seja a comemoração de uma conquista, há muito o que se avançar na perspectiva de garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. Em um município complexo como São Paulo, com sua grande diversidade e simultânea desigualdade, é extremamente relevante promover um estudo que possa colocar em evidência o olhar das próprias crianças e adolescentes sobre como sentem e vivem a cidade.
Dessa forma, ao promover os resultados deste estudo, espera-se também contribuir para que a sociedade e poderes públicos olhem de forma mais atenta para as especificidades que a infância e a adolescência requerem.



Serviço:

Lançamento do IRBEM Criança e Adolescente
Data: 23/07 - dia 23 de julho de 2015, quinta-feira.
Horário: das 9h30 às 12h30
Local: Teatro Anchieta, do SESC Consolação
Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245


terça-feira, 5 de maio de 2015

Rede Nossa São Paulo lançará Mapa atualizado da Desigualdade na cidade

Comemorando seus oito anos de atuação, a Rede Nossa São Paulo lançará no próximo dia 19 de maio a versão atualizada do Mapa da Desigualdade da cidade. O evento será realizado no Teatro Anchieta do SESC Consolação – Rua Dr. Vila Nova, 245, das 9h30 às 12h30.

O Mapa leva em consideração dados econômicos e sociais, apontando os melhores e piores indicadores da cidade por subprefeitura. É uma espécie de radiografia da qualidade de vida nas diversas regiões de São Paulo. O evento é uma oportunidade para organizações da sociedade civil e cidadãos paulistanos se unirem em defesa de alguns temas importantes.


Durante o encontro, a Rede Nossa São Paulo vai trazer alguns pontos para debate. Entre eles, a leitura do manifesto contra a redução da maioridade penal. O texto foi elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo.

A destinação de toda a área do Parque Augusta a um espaço público municipal (sem prédios) é outro ponto que será defendido no encontro, que terá também o lançamento público da proposta de regulamentação de plebiscitos na cidade de São Paulo. A ideia é que os paulistanos possam ser consultados – por meio de plebiscito – antes da realização de obras de grande impacto no município.

Durante o evento, haverá ainda uma apresentação sobre a evolução dos indicadores da cidade nas mais diversas áreas, como educação, saúde, meio ambiente etc.

Outro destaque do encontro será o lançamento do acervo da Rede Nossa São Paulo, com exibição de vídeo e divulgação de material e plataforma digitais. O acervo, onde estarão registrados o histórico e os documentos da organização, ficarão disponíveis aos internautas para consultas e estudos.



IAM Conference Santiago 2015: Now Accepting Submissions‏



The Iberoamerican Academy of Management was founded in 1997 and is an affiliate of the Academy of Management. There are two primary objectives of the Iberoamerican Academy. First, to foster the general advancement of knowledge in the theory and practice of management among Iberoamerican scholars and/or those academics interested in Iberoamerican issues. Iberoamerica is defined broadly to include all of Latin America, Latino populations in North America, and Spain/Portugal. Second, to perform and support educational activities that contribute to intellectual and operational leadership in the field of management within an Iberoamerican context. The Iberoamerican Academy of Management has eight duly constituted committees, an advisory board and an executive committee consisting of a president, a secretary, a treasurer, and a minimum of six vice-presidents

OUR MISSION:
To foster the general advancement of knowledge in the theory and practice of management among iberoamerican scholars and/or those academics interested in iberoamerican issues. To perform and support educational activities that contribute to intellectual and operational leadership in the field of management within an Iberoamerican context.

The 2015 IAM Conference aims to facilitate dialog amongst academics and practitioners regarding the potential future of entrepreneurship and innovation in the region. 
We encourage academics to send proposals for symposium sessions, paper sessions or PDWs in the following tracks: 

Special Tracks Entrepreneurship and Innovation in Iberoamerica:

- Entrepreneurship and Innovation Ecosystems
- Managing Innovation and Corporate Entrepreneurship
- Management Education & Cross-Cultural Challenges
- Institutions and Business Activity



Fonte: http://www.iberoacademy.org/

Estudo de egressa da Udesc sobre gestão social na Grande Florianópolis é apresentado em evento

Administradora pública Neide Broering, formada pela Esag, elaborou trabalho sobre rede de associações de bairro em Santo Amaro da Imperatriz


A administradora pública Neide Lara Broering participou esta semana de um encontro acadêmico em Minas Gerais para apresentar um artigo, elaborado a partir de sua experiência de estágio, abordando a contribuição da rede de Associações de Moradores dos Bairros de Santo Amaro da Imperatriz para o fortalecimento da cidadania no município.

Escrito em conjunto com seu orientador, professor Daniel Pinheiro, o artigo foi apresentado no 5º Encontro Mineiro de Administração Pública, Economia Solidária e Gestão Social (Emapegs), encerrado nesta quinta-feira, 24, na Universidade Federal de Lavras (Ufla).

Outro artigo dos mesmos autores, com a mesma temática, será apresentado na 10ª Conferencia Regional da  Sociedade Internacional para Pesquisa do Terceiro Setor (International Society for Third-Sector Research - ISTR), que será realizada em agosto, nas cidades de San Juan e Ponce, em Porto Rico.

Fomento à cidadania

Com o título "A rede de associações de moradores de Santa Amaro da Imperatriz como instrumento de fomento à cidadania", o trabalho de estágio supervisionado de Neide abordou sua atuação como bolsista voluntária no projeto de extensão Esag SocioAmbiental, desenvolvido no Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag).

O estudo analisa a dinâmica da rede de associações de moradores existente em Santa Amaro da Imperatriz e busca compreender como ela contribui para o processo de fortalecimento do exercício da cidadania no município da Grande Florianópolis.

O estágio incluiu um trabalho de intervenção e, na época de sua elaboração, Neide se envolveu diretamente no processo de articulação da rede, participando de reuniões e aplicando metodologias, aprendidas durante a graduação, com os participantes das associações, para ajudá-los a enxergar o seu papel no exercício da cidadania.

A acadêmica também realizou entrevistas com os gestores das associações, o que permitiu uma análise do caso com o suporte teórico de conceitos trabalhados durante o curso de Administração Pública.

O trabalho – que, segundo o professor Pinheiro, é um exemplo de articulação entre o ensino, pesquisa e extensão – resultou em um mapeamento da rede de associações e sua importância, e foi apresentado por Neide à comunidade após sua aprovação na Udesc Esag.

Fonte: UDESC/ESAG

Lançamento Novas Medidas Contra a Corrupção

As  Novas   Medidas  Contra a Corrupção são um conjunto de propostas construído por cerca de 150 especialistas, em processo provocado e fac...