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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Open Knowledge Brasil promove levantamento colaborativo de trabalhos acadêmicos brasileiros sobre transparência, governo aberto e/ou inovação cívica





Open Knowledge Brasil começou um levantamento colaborativo de trabalhos acadêmicos brasileiros focados nos temas de transparênciagoverno aberto e/ou inovação cívica.
O levantamento será indexado e publicado em uma plataforma online, facilitando a busca e o acesso às pesquisas sobre essas temáticas. Qualquer um pode contribuir indicando um trabalho acadêmico (monografias, dissertações, teses, artigos, etc) no formulário que preparamos. As indicações com temáticas afins ao escopo do levantamento serão publicadas.
“O objetivo deste levantamento é contar com a ajuda de uma comunidade interessada para reunir estudos e referências, ampliando o acesso ao conhecimento produzido sobre as pautas estruturantes da Open Knowledge. Vamos investir em mais atividades de pesquisa neste ano”, diz Natália Mazotte, codiretora da organização.
A primeira fase do levantamento vai até 12 de março, quando faremos a curadoria das pesquisas enviadas que entrarão na plataforma. Os trabalhos sugeridos a partir do formulário ficam disponíveis pra consulta na planilha da iniciativa.

Fonte: https://br.okfn.org/2018/01/23/contribua-com-o-nosso-banco-de-pesquisas-sobre-transparencia-e-inovacao-civica/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Chamada da Parceria pelo Governo Aberto (Open Government Partnership) para avaliação da implementação de Planos de Ação Subnacionais

Pesquisadores com interesse em atuar na avaliação do progresso da implementação de Planos de Ação Subnacionais podem candidatar-se até 12 de janeiro de 2017.

Detalhes em: http://www.opengovpartnership.org/node/10417


The Independent Reporting Mechanism (IRM) of the Open Government Partnership (OGP) is seeking individuals to carry out research at the subnational level in a variety of countries to assess progress on implementation of their OGP Subnational Action Plans.
Background
The OGP is a multilateral initiative that aims to secure concrete commitments from governments to promote transparency, empower citizens, promote public accountability, and harness new technologies to strengthen governance. OGP has recently launched a new pilot program to involve subnational governments in the initiative. The pilot program aims to discover, promote, and foster commitments from different levels of government, where many citizens are directly accessing services and information and taking part in decisions.
Subnational governments participating in the pilot program are to deliver a one year action plan developed with public consultation, and commit to independent reporting on their progress through the OGP Independent Reporting Mechanism.
The IRM works primarily by disseminating independent assessment reports for each OGP participating government. Each subnational progress report will assess the development and implementation of action plans, and will provide technical recommendations.
Candidates from the following states/provinces/cities or with significant track records of expertise in these areas are invited to apply:
 
Qualifications
  • Demonstrated history of policy-relevant research and publication.
  • Reputation as objective, impartial, and thorough.
  • Ability to facilitate stakeholder dialogues, research, interviews, and institutional analysis across non-profit, public, and private sectors.
  • Specific experience working on public policy issues related to governance, transparency, accountability, or public participation more broadly.
  • Demonstrated ability to solicit, incorporate, and respond to official and public comments.
  • Ability to carry out research within a strict time frame.
  • Willingness to communicate findings in a non-partisan, objective fashion.
  • Ability to commit to the role for a duration of fourteen months.
  • Strong English language skills are required
Duties
  • Clear, regular communication to IRM Program staff in Washington, DC and to International Experts Panel.
  • Attendance of in-person training in early 2017.
  • Independent research using focus groups, interviews, and document review.
  • Completion of online and offline research and writing. Subjects covered by research include: action plan development, action plan content, implementation of the action plan in the subnational context.
  • Dissemination of findings of the report to local audiences.
Compensation
  • OGP will offer payment (to include salaries, overheads, and incurred costs) and cover costs of participation to training outside of country, where applicable).
  •  Decision-making process
  • Interested parties should submit an English CV to the IRM at IRM@opengovpartnership.org(link sends e-mail)(link sends e-mail). Please use the following email title: “OGP IRM Researcher [Your Country and State/City/Province]”.
  • Third-party nominations may also be made through the same address. Please confirm with nominees their availability and willingness to participate prior to submission of their name. Where possible, please include their contact information as well.
  • Local researchers for the IRM will be approved by the Independent Experts Panel and IRM program staff, with an opportunity for comment and input by the respective subnational governments and civil society focal points, where applicable. Each applicant will be weighed against the set of criteria listed above, based on interviews, review of prior work, and references.
  • There is a strong preference for nationals of the country and residents of the given subnational unit to be evaluated and for those with experience relevant to action plans.
  • Because of the volume of applications, we will not be able to respond to every applicant. We thank applicants in advance for their expressions of interest.
Deadline for applications is January 12, 2017.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Chamada para a "5th Global Conference on Transparency Research"



The Standing Executive Committee of the Global Conference on Transparency Research—consisting of: A.J. (Albert) Meijer (Utrecht University), Suzanne Piotrowski (Rutgers University), Alasdair Roberts (University of Missouri), Jean-Patrick Villeneuve (University of Lugano)—is very pleased to announce that the 5th Global Conferences on Transparency Research will take place at the University of Limerick, Ireland June 19 to June 21 2017.

On this occasion, the Conference is being jointly organized by the University of Limerick in Ireland and the University of Baltimore in the USA, in association with the University of Dar es Salaam in Tanzania and Makarere University in Uganda. 

The Global Conference on Transparency Research (GCTR) is the preeminent conference bringing together leading scholars from throughout the world to collectively advance our understanding of the impact and implications of transparency policies that involve governments, either directly or indirectly. 

The GCTR involves scholars from a wide range of fields including sociology, anthropology, political science, public administration, economics, political economy, journalism, communication sciences, business, history, philosophy, and law who study issues of transparency and openness. 

Contributions are invited with a theoretical, normative or empirical focus, discussing issues such as:

  • Transparency in developing countries 
  • Transparency and governance
  • Transparency and the IOT
  • Open government and e-government
  • Ethical Leadership and Organizational Transparency
  • Transparency and corruption
  • Transparency and NGOs
  • Transparency in the EU
  • Fiscal transparency
  • Corruption, open government, and good governance
  • Transparency, open data, and accountability 
  • Transparency, open data, and privacy
  • Transparency, open government, and social equity 

Proposals due: January 15, 2017 
Notification of acceptance: February 15, 2017 
Final papers and panel submissions due: June 5, 2017 

Email: transparency@ul.ie


domingo, 9 de outubro de 2016

Vida política local e eleições

Texto do professor e cientista político Fernando Abrucio, publicado na Folha de São Paulo logo após as eleições municipais 2016:    

Vida política local continua após eleições

 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Parlamentos mais abertos na ordem do dia da política brasileira

Texto de Eduardo Seino, em colaboração com Renato Morgado, sobre oportunidades para que nossos parlamentos sejam mais abertos.

Em busca de Parlamentos Abertos - Blog Legis-Ativo - Estadão - 04 Outubro 2016.

Tema oportuno e relevante na política brasileira, especialmente agora que os municípios elegeram novas Câmaras de Vereadores, muitas delas com bons níveis de renovação de membros.

Mais sobre Parlamento Aberto no Blog do Politeia: Open Parliament - propostas entregues à presidência da Câmara dos Deputados

sábado, 27 de agosto de 2016

Open Parliament: propostas entregues à Presidência da Câmara dos Deputados buscam contribuir para o Estado Aberto, "ideia cujo tempo chegou"

Obrigada Fabiano Angélico, pelo trabalho que você e tantos colegas tem realizado e por compartilhar conosco este relato.
Fabiano Angélico
Ontem representei a Transparency International numa reunião em que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ouviu de representantes de organizações da Sociedade Civil um conjunto de propostas para tornar a Câmara dos Deputados mais aberta #OpenParliament. Eu tive a satisfação de ter sido escolhido por meus pares para vocalizar as demandas e entregar a Carta. Além da proposta de "Mandato Aberto", que diz respeito à atuação de cada um dos parlamentares -- e permite/estimula a justificativa do voto e a disponibilização de suas agendas, entre outras possibilidades de interação e prestação de contas ---, a Carta pede o uso de ferramentas tecnológicas para melhor acompanhamento do processo legislativo. Em conversa informal com técnicos da Câmara e com os colegas das entidades representadas, a impressão que se destaca é a de que a transparência administrativa pode até ser razoável na Câmara (não é tão difícil descobrir quanto se gasta, p ex), mas a transparência do processo legislativo em si (alterações nas propostas de lei, possibilidade de acompanhar, participar e incidir nas comissões etc etc etc) está muito, muito distante do razoável. Além desses dois macrotemas, a Carta pede a criação de um Conselho de Transparência ou algum outro fórum/estrutura, com a participação efetiva da Sociedade. Essa estrutura vai organizar as políticas de transparência da Casa (e numa abordagem demand-driven, já que a Sociedade estará lá para colocar as demandas), além de viabilizar um mandato político, para que se possa utilizar os recursos (orçamentários, técnicos e humanos) existentes na implementação das ações. Aliás, o próprio deputado Rodrigo Maia comentou que a Câmara já tem orçamentos e pessoal suficientes, que não seria bom "criar" uma estrutura, mas seria sim possível reaproveitar espaços e estruturas ociosos.
É, minha gente, aparentemente alguns membros da nossa classe política vão se dando conta de que os temas de transparência, participação, inovação tecnológica , colaboração, accountability são inescapáveis nos dias de hoje. Parlamento Aberto, Governo Aberto --- ESTADO ABERTO -- são o tipico exemplo de "ideias cujo tempo chegou "

quarta-feira, 27 de julho de 2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Open Government Partnership Summit 2016, que será em Paris, em Dezembro, recebe submissão de propostas até 20 de Julho

Todos os detalhes em: https://en.ogpsummit.org/osem/conference/ogp-summit






Launched in 2011, the Open Government Partnership (OGP) is a multilateral initiative which currently brings together 69 member states, NGOs and representatives from civil society in a collegial governance.

At the global level, OGP is committed to promoting the principles of open and transparent government through civic consultation and participation, reinforcing public integrity and the fight against corruption, and increasing access to new technologies to foster democracy, promote innovation and stimulate progress. Since the OGP’s creation, participating countries have made over 2,000 commitments to make their governments more open and accountable.

As a forum for sharing best practices, OGP provides a unique platform that brings together, stimulates and expands the community of state reformers worldwide.

France will serve as Lead Chair on the OGP steering committee from October 2016 with Manish Bapna, Executive Vice President and Managing Director of the World Resources Institute. As such, France will host the OGP Global Summit at the end of the year.Representatives from governments, academia, civil society and international organizations will gather to share their experiences and best practices and push forward the open government global agenda in light of the great challenges of the modern world. Jean-Vincent Placé, Minister of State for State Reform and Simplification, is the French government representative to the OGP.

The OGP Global Summit 2016 will take place in Paris, France on December 7, 8 and 9. The agenda for the Global Summit will be based on an open call for proposals from the entire open government community. The final agenda will be announced in September.

Fonte: https://en.ogpsummit.org/osem/conference/ogp-summit

terça-feira, 21 de junho de 2016

A confiança como elemento fortalecedor nas relações públicas


* Texto elaborado por Nicolas Rufino dos Santos

A confiança é um elemento quase que ignorado inteiramente pela população brasileira atualmente. A Constituição Federal de 1988, apesar de promover intensas reformas no país - principalmente no que tange ao fornecimento de instrumentos para participação social nos serviços públicos - pressupõe que haja relações informais de confiança entre ambas as partes que compõem uma relação pública: os agentes prestadores de serviços (agentes políticos, administrativos, etc.) e seus recebedores (cidadãos).

Uma das questões sociopolíticas no contexto atual brasileiro está na falta de confiança nas instituições - proveniente dos próprios cidadãos - ação essa motivada pelos inúmeros casos de corrupção e uso de recursos financeiros públicos que são desviados para fins privados. A crise vivenciada pelo país pode ser vista sob diversos prismas, seja econômico-financeiro, político, moral, etc. Entretanto, há um ponto não mencionado que deve ser alvo de reflexão: o forte sentimento de desconfiança dos cidadãos perante os governantes, aspecto esse que cria a “síndrome de nós e eles”, sentimento marcado pelo distanciamento entre os dois grupos protagonistas nas relações públicas.

Partindo do contexto probatório de desconfiança entre cidadãos para com os governantes, serão analisadas quatro consequências negativas do comportamento cidadão de desconfiança para com a Administração Pública, com a finalidade de desenvolver uma análise do papel da confiança no âmbito das relações públicas, implicando em sua importância, aspecto que exige a definição de conceitos para o alcance da eficiência e responsividade na administração pública, tais como governança, capital social, coprodução do bem público e accountability.

a) Prejudica a governança - A governança, de acordo com RODRIGUES (2006), é uma estratégia implementadora da coprodução do bem público por meio da cooperação e interação entre Estado, mercado e sociedade, por meio da confiança como valor-chave. Perceba que a confiança é exatamente o combustível que irá permitir que haja a interação entre esses três grandes grupos: Estado, mercado e sociedade. Dessa forma, a governança na área pública nos permite notar que o Estado é apenas um agente inserido num contexto maior, que engloba a sociedade e a própria iniciativa privada. A governança exige que o Estado mude sua atitude unilateral e comece a agir de maneira horizontal e cooperativa, enaltecendo a coprodução. Portanto, a desconfiança entre agentes públicos e cidadãos inibe a prática da governança no país.

b) Inibe a coprodução do bem público - Entende-se por coprodução do bem público como o engajamento mútuo entre governantes e cidadãos para a provisão de serviços públicos de maneira eficiente e eficaz. A coprodução não é realizada somente pelos governantes e servidores, mas pela própria população em geral. Trata-se de um instrumento para concretizar o new public management, processo esse que requer participação social ininterrupta, já que a coprodução se baseia em moldes democráticos. Dessa forma, inexistindo confiança, é impossível que haja coprodução.

c) Impede a inovação social - De acordo com SALM (2009), “Inovação social” pode ser entendida como qualquer forma e tentativa de trazer uma resposta aos problemas sociais e ambientais que a esfera pública apresenta. As exigências por reformas que enfocam inovações sociais são explícitas, e esse aspecto está cada vez mais presente e ampliada nas questões públicas do país. Trata-se de um conjunto de estratégias que envolvem cidadãos participativos e preocupados com as questões públicas, envolvendo sempre a incerteza se a implementação dessas estratégias terá eficiência ou não.

d) Impede a criação de capital social - Entende-se “capital social”, de acordo com BAQUERO (2003), como um elemento que cria o desejo de cooperar, principalmente em termos de desenvolvimento. Se duas ou mais pessoas cooperam entre si, elas irão seguir as normas corretamente, seus objetivos serão concluídos com êxito e os sujeitos envolvidos criarão laços de amizade de forma significativa. Dessa forma, o sistema democrático brasileiro é menosprezado a partir do momento em que as questões públicas passam a ser vistas com os olhares de desconfiança pela população. BAQUERO (2003) atribui isso, além de outros fatores, ao fato da insatisfação popular com os políticos brasileiros tornar-se crescente. Nesse sentido, o capital social é praticamente reduzido ou inexistente nesse contexto, pois se trata de uma alternativa ao processo de revitalização do contexto de descrença com os governantes do Estado brasileiro.

A crise do petróleo ocorrida em 1973 foi um momento marcante em que implodiu o sentimento de desconfiança da sociedade para com o Estado, afetando tanto o Brasil quanto outros países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Dessa forma, a total desconfiança da sociedade para com o Estado desencadeou uma visão radical de Estado mínimo enquanto única solução viável para todos esses problemas.

Diante deste contexto, ressalta-se a importância da confiança como instrumento fundamental na criação de laços fortalecedores nas relações públicas, uma vez que é necessário um comportamento proativo de engajamento cidadão ininterrupto para a provisão de bens e serviços públicos de maneira eficiente e eficaz.

Referências Bibliográficas

BAQUERO, Marcello. Construindo uma outra sociedade: O capital social na estruturação de uma cultura política participativa no Brasil. Rev. Sociol. Polít., Curitiba, 21, p. 83-108, 2003.

CAMPOS, Ana Maria. Accountability: Quando poderemos traduzi-la para o português? Revista da Administração Pública. 24 (2), 30-50, fev./abr. 1990.

DENHARDT, Jane Vinzant; DENHARDT, Robert B. The New Public Service: Serving, not Steering. New York: M.E.Sharpe, 2003.

DI RUSCIO, D., HOLMBERG, A. Subspace identification for dynamic process analysis and modelling. Halifax, Nova Scotia, 1996.

RODRIGUES, Andréa Leite; MALO, Marie Claire. Estruturas de governança e empreendedorismo coletivo: O caso dos Doutores da Alegria. Revista de Administração Contemporânea – RAC, v. 10, n. 3, p. 29-50, 2006.

SALM, José. F.; MENEGASSO, Maria Ester. Os modelos de administração pública como estratégias complementares para a coprodução do bem público. Revista de Ciências da Administração, v. 11, n. 25, p. 97-120, set/dez 2009.

BRUDNEY,   J.   L.   &   ENGLAND,   R.   E.,   Toward   a   definition   of   the   coproduction concept. Public Administration Review Vol. 43, N° 1 (1983), pp. 59-65. 

* Texto elaborado por Nicolas Rufino dos Santos, estudante de Administração Pública da Universidade do Estado de Santa Catarina, Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas - Udesc/Esag e ex-Bolsista de Iniciação Científica do Grupo de Pesquisa Politeia - Coprodução do Bem Público: Accountability e Gestão.

domingo, 8 de maio de 2016

Manifesto divulgado pela fonte anônima da investigação The Panama Papers traz importantes alertas relativos ao atual sistema econômico e político



A fonte anônima que deu origem à investigação jornalística denominada The Panama Papers divulgou no dia 06 de Maio um manifesto contendo importantes alertas sobre o sistema econômico e político atual.

Sob o pseudônimo John Doe (João Ninguém), o autor se baseia em seu conhecimento sobre como opera a firma de advocacia panamenha Mossack Fonseca para mostrar como são gerados e aprofundados os desequilíbrios de poder na atualidade.

Entre os diversos fatores que sustentam a corrupção, a sonegação e outros crimes estão: a falta de transparência (sobre quem são os beneficiários das empresas offshore e como opera o sistema do qual estas são parte); a fragilidade dos mecanismos de controle governamentais (os checks and balances das democracias contemporâneas); a fragilidade da imprensa em seu papel de investigação e difusão; a manipulação de leis em diversos países (especialmente por meio da criação de paraísos fiscais); as conexões entre campanhas eleitorais e grandes doadores e; a atuação dos advogados (que se protegem por meio de uma linguagem impenetrável e antidemocrática - o "juridiquês" - e do corporativismo, controlados apenas pelos pares).

Não me parece exatamente uma crítica ao capitalismo - o autor diz que o que ainda chamamos de capitalismo está se tornando um sistema de escravidão - antes um alerta para a erosão de princípios fundamentais para o próprio capitalismo. Um chamado à reflexão e à ação para que sejamos capazes de reagir às desigualdades de renda e de poder que se aprofundam e se modificam na contemporaneidade.

Adotando uma perspectiva sistêmica e valorizando a capacidade de cada indivíduo para atuar em diferentes partes do sistema, diz o autor em um trecho do manifesto: "Democratic governance depends upon responsible individuals throughout the entire system who understand and uphold the law, not who understand and exploit it." (O sistema democrático depende de indivíduos responsáveis, espalhados por todo o sistema, que entendam e defendam a lei, não que a entendam para melhor explorá-la [em benefício próprio]).

Como fator central para os avanços que podemos alcançar a partir dos desvios relevados (com veemência e riqueza de detalhes) pelos Panama Papers: a informação e o que seremos capazes de fazer com ela.


Para ler o manifesto completo:
- na versão em inglês - website The Panama Papers, no site do ICIJ - The International Consortium of Investigative Journalists
- na versão em português - Blog do Fernando Rodrigues, jornalista brasileiro membro do ICIJ e da equipe envolvida na série investigativa The Panama Papers

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

ITS Rio seleciona gestores de projetos em Democracia e Tecnologia e em Inovação

O Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio - ITS Rio é um think tank que trabalha com temáticas relativas a Democracia e Tecnologia, incluindo a plataforma de consultas públicas Mudamos.org e outras ferramentas de governo aberto.
 
Há duas vagas abertas para Gestores de Projetos, uma na área de Democracia e Tecnologia, a outra na área Repensando Inovação. Uma vas vagas é justamente para coordenar a plataforma Mudamos.org, que está no seu segundo ciclo de consultas. A atual é sobre segurança pública.



Sobre:
A chamada da vaga:

O vídeo do ciclo de consultas atual

A Mudamos.org

Prazo do processo seletivo:  até 10 de março.


Para mais detalhes sobre perfil e seleção: http://itsrio.org/jobs/


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Votação aberta até 06 de Março para os temas que farão parte do Plano de Ação do Brasil na Parceria pelo Governo Aberto

Está aberta consulta pública sobre o Plano Nacional de Governo Aberto (participação, transparência, prestação de contas, inovação e combate à corrupção).
Nesta fase, qualquer pessoa pode votar em até 5 temas que farão parte do Plano.

Prazo: até 06 de Março




segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Chamada aberta: programa da OEA para promoção de governos abertos nas Américas

    Programa OEA para la Promoción de Gobiernos Abiertos en las Américas

    La Organización de los Estados Americanos (OEA) ha lanzado la segunda edición del "Programa OEA para la Promoción de Gobiernos Abiertos en las Américas" (conocido en inglés como The OAS Fellowship on Open Government in the Americas), que se enmarca dentro de los distintos esfuerzos que vienen realizando los países y la comunidad internacional para implementar prácticas de Gobierno Abierto en la región.

    El objetivo de este programa es crear una red de jóvenes agentes de cambio que reúna a la siguiente generación de líderes de toda la región, ofreciéndoles un espacio para la reflexión, el debate y el intercambio de conocimientos y experiencias en temas de Gobierno Abierto. Desde una orientación multidisciplinaria e integradora, la red vinculará a participantes provenientes de la esfera pública, del sector privado y de la sociedad civil, con el fin de que generen propuestas innovadoras para abordar los actuales desafíos que enfrenta la región.

    Para llevar a cabo esta iniciativa, se han formado alianzas estratégicas con varios socios que comparten los objetivos de la OEA de impulsar y reforzar las prácticas de Gobierno Abierto en la región, entre ellos: Open Society Foundations, los Gobiernos de Corea del Sur y Países Bajos, la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL), la Fundación AVINA, el Centro Carter, y la Konrad Adenauer Stiftung, quienes contribuirán técnica, logística y financieramente al Fellowship. Estamos agradecidos de contar con el apoyo de dichos actores y convencidos de que el trabajo conjunto nos permitirá lograr sinergia de esfuerzos, un mayor alcance del programa y mejores resultados. 
    Fonte: http://www.oas.org/es/sap/dgpe/OpenGovFellowship/
    El plazo de aplicación para la segunda edición del Fellowship se inicia el día 10 de diciembre de 2015 y finaliza a las 23:59 hs. (horario de Washington, DC) del 31 de enero de 2016. 
    ¿Cómo aplicar al programa? 
    http://www.oas.org/es/sap/dgpe/OpenGovFellowship/

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Seminário sobre Probidade Administrativa ocorrerá em Florianópolis nos dias 15 e 16 de Outubro


A Escola de Gestão Pública Municipal (EGEM), em parceria com a FECAM, CESUSC, OAB e Tribunal de Contas de Santa Catarina, convida para o Seminário sobre Probidade Administrativa, que ocorrerá em 15 e 16 de outubro, em Florianópolis. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no sítio www.egem.org.br.

O seminário objetiva discutir as complexas e atuais relações administrativas em torno do princípio constitucional da probidade administrativa, com ênfase na Lei de Improbidade Administrativa, no que tange à gestão pública e eleições de 2016.

Clique na imagem da postagem para visualizar a programação completa.

Mais informações: www.egem.org.br 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Parceria pelo Governo Aberto/Open Government Partnership: Chamada de Propostas de Pesquisa até 05 de Agosto


The Open Government Partnership Support Unit invites research proposals on the commitments made by participating countries in their National Action Plans.  

Six grants of EUR 2500 each will be awarded and the lead authors of the three best papers will be invited to present their work at the 2015 OGP Global Summit in Mexico. 


This research is supported by a grant of the International Development Research Centre (IDRC) Canada. 

Details:
 http://www.opengovpartnership.org/sites/default/files/attachments/Invitation%20for%20research%20proposals%20on%20OGP.pdf

Areas of research 

With 65 participating countries and over 2000 commitments made in the OGP National Action Plans (NAPs), there is a wealth of information that needs to be further analyzed to understand trends across countries or themes and identify opportunities to deepen and inform the work of OGP and its participating countries.  

All ideas are welcome as long as the proposed topic has the potential to inform the work of the Open Government Partnership and the findings can be used for further research, action or advocacy. This is an opportunity for researchers to explore projects on OGP beyond areas that have been covered previously by others. 

Proposals are being requested in two broad categories: 
A. Research that makes use of existing OGP data, including the NAPs, IRM data and the OGP Explorer for cross-thematic or cross country analysis. Data visualizations are encouraged. 
B.  Preliminary research to help OGP understand its impact in participating countries. Proposals that present a framework and concrete example of how OGP can capture its contribution both at the country and at the initiative levels are encouraged.

Grant details 

A total of 6 grants of EUR 2500 each will be awarded. Four will be awarded for proposals under category A above and two for those under category B. Entries will be chosen based on the selection criteria described below. The selected papers will be disseminated through OGP networks and published on the OGP website. A jury will select the three best papers across the two categories and the winners will receive funding for the lead author to attend and present their findings at the 2015 OGP Global Summit in Mexico. 

Suggested topics for research and information on the selection criteria, application process and timelines can be found in the request for proposals.


Deadline for submitting proposals: 5pm GMT on or before 5th August 2015.

Questions can be sent to: shreya.basu@opengovpartnership.org


Source: http://www.opengovpartnership.org/blog/shreya-basu/2015/07/21/call-ogp-research-proposals

Lançamento Novas Medidas Contra a Corrupção

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